"Vamos celebrar nosso pequeno universo"
Nosso umbigos de fato são elementos fascinantes. É impressionante o magnetismo que um pontinho enroladinho no meio da barriga pode exercer na mente de quem o impõe.
Partindo da teoria do Big Ben, toda a matéria existente em todo o universo tem como origem uma pequena esfera, que por conta de uma gravidade imensamente alta, conservava esse monte de coisa comprimida, tão juntinha, que conseguia manter tudo em um tamanho não maior do que um limão. Um dia esse limão super-nutrido, provavelmente por conta de sua altíssima gravidade, resolveu explodir, espalhando por todos os lados seus incontáveis de pedacinhos. E assim fez-se a limonada. Como é de conhecimento público, um tempinho depois disso um físico maluco (Newton se não me engano) disse que, um corpo em movimento, tem de permanecer em movimento, a não ser que haja uma força externa. Pois bem... voltando, considerando isso, podemos dizer que quanto aos pedacinhos do limão, não existia força externa alguma agindo sobre eles, logo, desde a explosão, essas partículas, que foram adquirindo, devido a menor gravidade, um tamanho maiorzinho do que uma partícula do tal limão, permanecem até hoje se afastando do ponto de onde houve a explosão, na mesma velocidade de quando ela ocorreu.
Agora partindo de uma das vertentes da mesma teoria, é defendido que a gravidade do fatídico local de onde nosso suculento limão foi espremido, permanece agindo por lá (não me pergunte como. Não saberia explicar). E considerando que isso seja real, cedo ou tarde, essa gravidade vai conseguir desacelerar o afastamento de tudo que foi expelido, causando após isso, o movimento oposto. Assim teríamos o inimaginável: a limonada voltando a ser limão. Deu pra entender? Tudo o que existe no universo deixaria de se afastar e passaria a viajar de encontro ao mesmo ponto onde tudo se iniciou... o choque, faria com que tudo se mesclasse novamente, passando assim a ser um novo limão.
Viajando um pouco mais, isso não te lembra um movimento de pulsação? e se isso ocorresse continuamente e ligeiras seqüências de Zilhões de anos?
Resumindo, somos coisinhas muito pequenininhas, vivendo um um pedacinho imperceptível de um limão, em uma microparte de tempo de uma mera pulsação, que já pode ter ocorrido infindáveis vezes... e mesmo assim, conseguimos, por muitas vezes, em meio a tudo isso, ver somente o nosso próprio e fascinante umbigo.
Escrito por Glauber às 08:31
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
With Litle Help From My Friends
Tem dias que parecem ser temáticos. E hoje foi um deles... além de se tratar de uma sexta-feira, em meio a um ferido prolongado, na qual depois de muito tempo eu permaneci em casa, algumas coisas aconteceram de forma a levar meus pensamentos a um determinado assunto. Capítulo final de Anos Incríveis na TV, uma viagem pra Ubatuba frustrada, um filme onde um sujeito encontra-se com ele mesmo, só que uns 40 anos mais novo, passando no SBT, uma volta de carro de madrugada em uma cidade deserta... tudo isso me levou a pensar na forma em como as coisas mudam. Por mais mudanças pelas quais já tenhamos passado em nossas vidas, acabamos sempre tendenciando a acreditar que aquele momento pelo qual passamos é definitivo... que aquilo que pensamos, aqueles que nos cerca, daquilo do que gostamos... tudo isso irá permanecer intacto. Mas basta se remeter a alguns poucos anos atrás para que possamos nos provar como estamos (possivelmente) redondamente enganados. Façam um esforço de memória e tentem voltar 5 anos no tempo... pensem em como era tudo o que o cercava... qual era a forma como você agia... e fazendo um esforço maior ainda, tente se lembrar de alguém, que você tinha como uma pessoa consideravelmente próxima a você, mas que hoje está muito longe de ser considerada assim... pense nos demais... na quantidade de pessoas que passaram apenas como figurantes e desempenhando pequenos papéis na sua vida... pessoas que, mesmo que não tão próximas, te cercavam, mas que porém hoje você se sente espantado por ter conseguido lembrar... do que temos hoje, são poucas as coisas que permanecerão... o que deve de fato permanecer, encontrará forças para isso e assim fará... ao demais, sobra a lembrança, em muitos casos vaga...
"(...) nossos passados estavam ali, naquele lugar. Mas nossos futuros não."
"(...) naquela noite, prometemos que ficarimos juntos para sempre haja o que houver(...) uma promessa que só poderia ser feita por dois corações muito jovens"
Kevin Arnold - Anos Incríveis

Porto Seguro - Novembro de 2000 - Industrial
Escrito por Glauber às 00:36
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|