Era só mais um dia... um dia comum como todos os outros... pessoas normais, vivendo dias normais, ocupando os mesmo espaços, nos mesmos horários de costume... Mas naquele dia aparentemente comum, ele acordou de uma forma diferente... não que tal diferença pudesse interferir de alguma forma no contexto geral de um dia tão comum, mas estranhamente, a nítida sensação de que sua vida resolvera acontecer sem sua presença incomodava aquele sujeito... estranho sentir isso... mas era de fato o que se passava... simplesmente sua vida passara a ocorrer em outro lugar que não aquele em que ele se encontrava presente... sem dar satisfações, sem dar notícias, sem depender ou se quer tomar ciência de sua vontade, os fatos iam se desenrolando... foi então que se viu privado de sorrir seu sorriso, ouvir sua voz, estar onde deveria, ter o que lhe pertencia... até seus pensamentos haviam lhe deixado... só vivia pensando na vida que o havia abandonado... sem poder ao menos se desfrutar do inquestionável direito das lembranças, que também acabaram essas por não habitar sua memória... e assim foi ele, seguindo seus dias comuns, rodeado por pessoas comuns a fazer coisas comuns e um contexto mais do que comum...
Escrito por Glauber às 14:19
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A Montanha Mágica |
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Letra: Renato Russo Música: Dado Villa-Lobos/Renato Russo/Marcelo Bonfá |
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Sou meu próprio líder: ando em círculos Me equilibro entre dias e noites Minha vida toda espera algo de mim Meio sorriso, meia-lua, toda tarde.
Minha papoula da Índia Minha flor da Tailândia És o que tenho de suave E me fazes tão mal.
Ficou logo o que tinha ido embora. Estou só um pouco cansado Não sei se isto termina logo Meu joelho dói E não há nada a fazer agora.
Para que servem os anjos? A felicidade mora aqui comigo Até segunda ordem
Um outro agora vive minha vida Sei o que ele sonha, pensa e sente Não é coincidência a minha indiferença Sou uma cópia do que faço O que temos é o que nos resta E estamos querendo demais
Minha papoula da Índia Minha flor da Tailândia És o que tenho de suave E me fazes tão mal.
Existe um descontrole, que corrompe e cresce Pode até ser, mas estou pronto prá mais uma O que é que desvirtua e ensina? O que fizemos de nossas próprias vidas?
O mecanismo da amizade, A matemática dos amantes Agora só artesanato O resto são escombros.
Mas é claro que não vamos lhe fazer mal Nem é por isso que estamos aqui Cada criança com seu próprio canivete Cada líder com seu próprio 38
Minha papoula da Índia Minha flor da Tailândia Chega - vou mudar a minha vida Deixa o copo encher até a borda Que eu quero um dia de sol num copo d'água.
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Escrito por Glauber às 16:05
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- ok, ok... vamos parar por aqui... não vai adiantar de nada essas suas neuras... você não pode querer abraçar o mundo... ele é grande demais pra você... não pode assumir tudo que deu errado, afinal, fez tudo o que podia para que desse certo... sabe disso... não sabe ? você tentou até as ultimas vias e isso é louvável... agora, cabe a você, somente fechar as portas que deixou abertas em teu caminho e seguir o que ainda resta... pra se levantar é necessário que antes se caia... você sabe muito bem disso... chega!!... faça o que sabe que é certo (nem sempre o que é certo é o que queremos)... a vida segue seu fluxo, assim como você deve seguir seus próprios passos para chegar (nem sempre) onde se deseja... veja tudo o que conquistou no seu trajeto até aqui... quantas pessoas conheceu, quantas amizades sinceras fez, quantos sorrisos provocou... isso é teu maior feito... ame o que construiu e esqueça o que desabou... teus alicerces se mantém firmes como nunca, dando apoio para que se prossiga...
Escrito por Glauber às 18:23
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Peter Pans
"Temos todo tempo do mundo. Somos tão jovens" (R.R.)... pensamentos assim acabam por habitar a mente de nós, jovens... afinal, temos muito pela frente... temos que esbanjar nossa saúde e disposição... nossas vidas foram feitas para serem curtidas ao máximo... intocáveis, irretocáveis... somos IMORTAIS... enquanto formos jovens, seremos imortais... e assim tocamos nossas juventudes... qualquer coisa que contradiga isso não passa de páginas de jornais e oque está escrito nos jornais não serve para nós... nós sim somos JOVENS e invencíveis... mas um dia a "realidade mentirosa" dos jornais resolve saltar para fora de suas páginas e se fazer real em nossa realidade também... então percebemos o quanto somos frágeis, o quanto estamos expostos... e de repente percebemos que não podemos voar, não podemos como correr como o vento, não somos exceções, não somos semideuses... sim. nós, apesar de jovens não somos a prova da morte... e não temos todo o tempo do mundo... talvez, estejamos mais vulneráveis do que imaginamos...
Escrito por Glauber às 15:47
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Canção do Exílio - Pobre Paulista
Paraíso... essa é a definição que mais se aproxima do lugar no qual tive o prazer de passar os últimos dias... praias lindas, dunas muito loucas, mulheres inacreditavelmente maravilhosas em uma quantidade inconcebível, sol, noites claras e meus amigos é claro !!... ao voltar pra São Paulo, onde todos os problemas e pensamentos capazes de me deixar triste que ficaram pra trás, estavam de braços abertos aguardando meu retorno, tive a esquisita sensação de me sentir menor... piadinhas a parte com relação a minha estatura desprivilegiada, estranhamente me senti minúsculo diante de tantos prédios, tanta gente, tanto concreto, tantos carros ... e todas as pendências mal resolvidas que martelam minha cabeça !!... com certeza voltei menos paulista dessa viagem... longe do caos e da grandeza dessa cidade que nos faz sentir tão pequenos, provei um pouco de outros ares, como nunca havia provado... a vontade de sair dessa selva de pedra nunca foi tão forte... nada de sentimento como os de viver locomotiva do Brasil, na terra das oportunidades, onde as coisas acontecem...invenções de alguém nas quais insistimos ingenuamente a acreditar, mentindo a nós mesmos !! mas é aqui que eu nasci, é aqui que eu vivo, é aqui onde eu cresci !!... porque será que essa nostalgia da terra que não é minha insiste em não sair de minha mente... seria este um exílio em minha própria terra ?
Escrito por Glauber às 20:38
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