Uma Questao de Contexto


Retrospectiva 2004

Esse negócio de fim de ano tem uma mania de causar na gente uma vontade esquisita de sentar, apoiar o queixo na mão e ficar fazendo uma espécie de balanço de tudo que se aprendeu durante o ano que se finda... ok, ok, sei que esse lance de divisão do tempo em períodos de 365 dias, aos quais denominamos anos, não é nada além de uma invensão dos homens, com a única finalidade de suprir a necessidade de marcar o tempo em partes, tornando assim mais fácil se situar cronológicamente entre os acontecimentos... mas parece inevitável, ao menos para mim, que se faça esse tipo de "retrospectiva"... sem dúvida alguma, esse foi um ano cheio de acontecimentos e fatos marcantes, lições, decepções, alegrias, afirmações, conquistas e perdas... e após tudo isso, aqui está o mesmo sujeito que iniciou o ano em um camping em boraceia, um ano mais velho... mas seria essa a única diferença ? com certeza não... um ano é tempo suficiente para se tornar uma pessoa diferente... mais sábia talvez ? não necessáriamente... mas com certeza com mais bagagem... em um ano pode-se aprender que o simples fato de sentar com seus amigos em um numa praça longe de casa, para comer um x-bacon em um trailler, pode acarretar em consequencias por um longo prazo na sua vida (e olha que nem estou levando em consideração o colesterol do x-bacon)... é tempo suficiente pra se aprender que nem sempre aquilo que tem tudo pra dar certo, dará certo... que pessoas importantes para você, por mais tempo que permançam distantes da alguma forma, nunca vão perder o espaço que já conquistaram... que aquilo que lhe parece inalcançável pode estar mais perto do que se imagina... e aquilo que se acha que está próximo, esteja imensamente distante... em um ano pode-se descobri um dom que nem se cogitava ter... pode-se inumerar uma série de defeitos em si próprio... pode-se realizar desejos, como ver sua série predileta voltar a passar na TV... ver sua vida sofrendo influência direta da tecnologia, como foi o caso do orkut... enfim, um ano é tempo suficiente para continuar a viver, a conviver, a existir, a se relacionar, a crescer...

e ainda falta Garopaba !!!



Escrito por Glauber às 01:39
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é... essa vai ser uma noite daquelas... não tem como fugir... não dessa vez... como se estivesse em um beco... cercado, sem saída e sem ar... a verdade vem e sufoca impiedosamante... adentrando por todos os poros... sente-se no ar o peso dos pensamentos que enchem a mente, a se repetir simultaneamente como uma multidão falando sem parar... todos eles voltados a um mesmo foco... o centro... o ponto que foi evitado durante os ultimos tempos, mas o mesmo no qual se andou ao redor por todos os momentos... agora, olhar ao redor é enxergar como foi em vão tentar escapar... olhar nos prórios olhos, encarar o que eles vêem... encarar o que eles mostram... e o que eles mostram, é o que já era sabido anteriormente... ainda está ali, no mesmo lugar... quase intacto... escondido pela poeira, que buscava aparentar o esquecimento... mas a poeira, com um simples assopro, sai voando...



Escrito por Glauber às 23:29
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Fases

Existem fases na vida onde se vive em quase total abstração... fases onde não se sente nada que valha a pena parar para prestar atenção... onde nada é novidade e se pode premeditar cada fato com uma antecedência absurda... existem fases em que as coisas não alcaçam o patamar necessário para te deixar feliz mas também nada é forte o bastante para de provocar tristeza... não se procura compreender nada além do que já se compreende... explicações são deixadas de lado... as vezes, existem fases em que mesmo vendo o improvável, o inacreditável acontecer diante de teus olhos, se permanece indeiferente... no máximo um breve pensamento a respeito, mas que acaba logo por de perder em meio a tanta falta de vontade de se surpreender ... nada de dor, nada de cor... tudo perfeitamente indiferente... há fases onde coloca-se tudo a perder por conta de uma bobagem... um capricho... onde esquecemos os reais valores do que mais valorizamos... tornamo-nos então inconsequentes, por deixarmos de tomar simples atitudes... por preferirmos mentir ao invés de termos o trabalho de dialogar... desnecessáriamente, tomamos atitudes infantis das quais provavelmente nos arrependeremos mais tarde... e mesmo assim o fazemos... seguimos traçando caminhos tortos, como bebados andando por uma madrugada... sem olhar pra frente, sem olhar para os lados e sem se importar com o que deixamos para trás...

Escrito por Glauber às 20:22
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