reforma na casinha
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Escrito por Glauber às 21:48
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Cosmonauta - Carta para um amigo
Já são quase dois meses passados, e ainda não consegui desenvolver um texto que faça sentido com mais de duas linhas sobre você e tudo o que aconteceu. É difícil dar sentido a palavras que tratam de uma situação tão sem sentido ... tão sem pé nem cabeça como essa. É meu camarada...a ficha não cai. Dois meses e muita coisa aconteceu na sua ausência... já teve churrasco, já teve formatura, já teve barzinho, já teve noite de sábado sem nada pra fazer, já teve até café da manhã na sua casa, com a sua família... e mesmo sem você aqui, marcando sua presença em tudo isso como de costume, ainda não me vejo pleno em acreditar que sua ausência é definitiva... talvez por que não seja. Talvez por quê esteja presente comigo de alguma maneira... o fato é que quando falo ou penso em você, não consigo conjugar teus verbos no passado, e duvido que me espantaria de imediato caso eu atendesse meu telefone e fosse você.
As vezes, me pego rindo pensando no que você deve estar fazendo por aí... te vejo fascinado ao descobrir as constelações de baleia, de cachorro, de ornitorrinco e, por que não, de xinxila... entendendo como funcionam os buracos negros, a complexidade do universo e as questões mais filosóficas da existência que você tanto gosta... te vejo enchendo o saco de todo mundo com seus questionamentos e até palpitando com o manda-chuva aí, se isso não deveria ser assim, e se aquilo não deveria fazer assado...
Enquanto isso, aqui a gente vai tocando tentando usar da melhor maneira tudo que acabamos aprendendo com o que aconteceu... espero que estejamos conseguindo... e quando a saudade bate, temos como breve alívio a tonelada de fotos que tiramos juntos, que são como janelinhas pro passado aonde podemos nos assistir juntos; temos nossas lembranças de você, que são vastas, e únicas para cada um de nós. E o mais importante na minha opinião, temos uns aos outros... pra que possamos compartilhar entre nós essas lembranças e te manter sempre presente.
Bom... eu vou ficando por aqui com as minha divagações pouco esclarecidas, tentando desatar esse nó que me deu na garganta e tá foda de sair.
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Te cuida aí meu camarada!! Saudades PRA CARALHO de você!!! ou se preferir... "O puro creme" da saudade!!
Glauber

Escrito por Glauber às 16:29
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Andando em coletivos...
E é com a maior cara lavada que eu volto aqui depois de tanto tempo. Mas garanto que tenho um motivo bem plausível: hoje eu andei de ônibus.
Parece coisa de criança tornar um “passeio” de ônibus um evento tão marcante, mas o que me chamou a atenção durante esta minha aventura, é como após dois anos andando com “minhas próprias rodas” (4), deixa muito mais interessante uma situação antes tão rotineira e desprazeirosa.
Ok. Confesso que saí de casa pela manhã expressando minha revolta em forma protestos e reclamações, xingando umas 15 gerações do infeliz que bateu em meu carro e me deixou naquela situação desumana de “pedestreza”.
Mas acidentes, praguejadas e pedrinhas violentamente chutadas nos primeiros passos de meu caminho, a parte, após me conformar com meu destino fatídico, comecei a perceber que andar de ônibus, e a pé também, afinal, não tenho o privilégio de ter um ponto de ônibus em minha porta e outro na porta de onde trabalho, tem lá suas atratividades.
É interessante não ter que se preocupar com os faróis vermelhos, amarelos, verdes ou de qualquer outra coloração, que ditam o acelera e freia dos automóveis no caótico trânsito de nossa adorável São Paulo.
A quantidade de detalhes em que prestamos atenção, tanto no trajeto a pé, quanto no trajeto no coletivo, existentes em lugares por onde passamos diariamente sob nossas rodas triplicam!! Percebi que não conhecia mais as redondezas da minha casa como antes... muitas coisas haviam mudado... muitas outras eu havia me simplesmente me esquecido... mesmo passando por ali religiosamente todos os dias!!
Mudanças na paisagem urbana local a parte, ao caminhar, ou ao se sentar em um banco de ônibus (quando se tem a sorte de haver um banco para se sentar) e apenas se deixar levar pelas maravilhas de haver um força externa que movimenta o seu corpo parado sem que precise se esforçar (viva Newton e suas leis!!!), sua mente pode estar livre para pensar na vida... atividade essa tão rara nos dias de hoje, porém tão saudável e necessária!!! A quantidade de conclusões e indagações banais ou filosóficas de extrema importância para a salvação da humanidade, que se consegue fazer durante um trajeto desses, é algo que supera em muito a exercício de massa cinzenta que é ter que decidir em qual dos três pedais se deve pisar e para que lado o aro com uma buzina no meio deve ser girado.
Não, não... eu não me transformei um apaixonado pelo problemático transporte coletivo que nos é oferecido por nossos governantes. E nem me tornei em um fanático por caminhadas, que anda atento na rua, analisando curiosamente qualquer buraquinho na calçada... a coisa é um pouco mais simples e menos radical... Às vezes, exercitar as pernas faz bem para a cabeça...
Escrito por Glauber às 20:39
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Lanterna dos Afogados
Os fogos já pararam de estourar e iluminar o céu... as pessoas já pararam de sorrir e de se abraçar... a cor das roupas já perderam o significado, e se eles ainda existem, pouco importam... todos estão de volta a suas casas, a sua rotina... e ninguém mais mantém acesa a falsa ilusão de que daqui pra frente, vai ser diferente... começa um novo mundo... pularemos ondas, comeremos lentilha, jogaremos coisas na água, para conseguir o que queremos... não, isso não cabe mais... a cabeça no travesseiro está em pesada atividade... dormir seria mais fácil com os fogos atrasados dos mais empolgados... silêncio. Em busca de um porto, a cabeça, em meio a tanta gente, busca uma imagem reconfortante para fixar seus pensamentos... não encontra.
Feliz Ano Novo
Escrito por Glauber às 10:25
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Escrito por Glauber às 10:55
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"É bom olhar pra trás e admirar a vida que soubemos fazer"
Era um primeiro dia de aula comum do ano de 1998, em um colégio em meio a tantos outros que também iniciaram seu ano letivo na mesma data
Eu, extremamente desconfortável e deslocado (caras quietões como eu odeiam os primeiros dias de qualquer coisa) sem saber bem como agir!... mal sabia eu que iria ser ali, nos próximos três anos que com aquele cara que chegou atrasado no meio da aula e com aquele de boné xadrez e correntinha no pescoço, eu faria as primeiras amizades pro resto da minha vida, da minha vida, além construir os alicerces para mais adiante conquistar muitas outras.
Amigos. Com certeza é muito bom poder olhar para trás e ver que muita, mas muita coisa mudou na sua vida e logo após olhar para o lado e ver que, mesmo depois de tanto tempo, de tantas mudanças, de tantas marcas, existem pessoas que passaram por tudo isso junto com você e que ainda permanecem ali, participando de sua história. Primeiras vezes, últimas vezes, quedas, acessões, crises, viagens, lágrimas, sorrisos, risadas, gargalhadas, filosofia barata, palavras profundas, transições, amores, desamores, pontos finais, parágrafos, parênteses, reticências...
Mudaram os penteados, mudaram as responsabilidades, mudaram as atitudes, mudaram os valores, mudaram os estilos, as palavras, o contexto... mas a amizade só cresceu... e após tanta coisa, que se acenda o primeiro charuto de nossa história: O Danilo é papai!

"Temos muito ainda por fazer(...) apenas começamos"
Parabéns Danilo e Thaís! Boas Vindas ao Miguel!
Escrito por Glauber às 22:46
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Minha Papoula a Índia

"... és o que tenho de suave. E me fazes tão mal."
Escrito por Glauber às 08:22
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Independência ou Morte
Rhum... acabou a brincadeira!... chega destas máscaras todas. Não há mais razões e nem ninguém que acredite nisso ainda. Até estava afim, mas não dá mais. Por nós. Chega destas palavras todas, cheias de simbolismo e significados que acabaram sendo jogados ao vento. Chega de planos sem planos de serem colocados em prática. Nunca fui bom em esperar. Você sabe. Aconteceu até onde dava. Agora acabou. Não foi agora e não vai ser nunca... Não é assim que as coisas acontecem afinal? A gente escolhe uma porta para seguir. As demais devem permanecer fechadas. Somente uma porta. Essa é a regra. Não? Chega de portas abertas sem pretensão de se adentrar. Nada mais de sorrisos. Nada mais de voz mansa no telefone durante horas. Nada mais de perfume impregnado na mão. Nada mais de dedos passando nos cabelos. Nada mais do gosto do teu sorriso na minha boca enquanto dirijo sem rumo na noite. Ironicamente hoje declaro independência. Tão verdadeira quanto a que é motivo da comemoração do dia.
Escrito por Glauber às 19:08
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"Somos todos iguais braços dados ou não"
Mais do que um domingo de sol, era dia dos pais... churrasco com refrigerante, cerveja, arroz com coisas coloridas, flor feita de tomate decorando a salada de maionese... e é claro, pais e filhos. Família. Em volta da mesa, acomodados sem confortavelmente, dois homens conversam sem formalidade. Genro e Sogro. Falam sobre coisas banais, como a reforma prevista na casa e o ponto da carne. Cada um a sua maneira, eles dialogam... Cerca de 25 anos antes, o Sogro controlava o volante de uma das viaturas do DOPS (Departamento de Ordem Política e Social) pelas ruas de São Paulo, mantendo a ordem na concepção do regime militar então implantado em todo o país, perseguindo e prendendo as possíveis ameaças ao bom andamento do sistema. Enquanto isso, o Genro esforçava-se a ser uma dessas ameaças. Filho de militante e em plena juventude, engajava-se em movimentos políticos culturais de natureza esquerdista. Músico amador cantava Geraldo Vandré e em shows universitários. Caminha e cantava seguindo a canção. Opostos unidos pelo destino ali naquela mesa, comemoravam o dia dos pais discutindo amigavelmente onde ficaria melhor a parede do banheiro. Churrasco, refrigerante, cerveja, arroz com coisas coloridas, flor feita de tomate decorando a salada de maionese, pais, filhos.
Escrito por Glauber às 20:55
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"e me assustei... não sou perfeito"
é curioso quanto tempo de nossa vida nós passamos olhando ao nosso redor... sabemos listar inúmeras qualidades e defeitos daqueles que nos cercam... podemos dizer que conhecemos profundamente aqueles que de fato podemos chamar de amigos... porém, esquecemos de olhar um pouco pra dentro... sem querer ser brega com esse negócio de "eu interior" e bla bla bla... mas é engraçado como deixamos o "eu" de lado para observar o "outro"... não entro nem em questões do tipo, "cuida da sua vida cacete"... o outro ao qual me refiro, é um outro de apresso... sem objetivo de sacanear... Mas ai um dia você tem a oportunidade de colocar tudo aquilo que você admira em outros e tem como correto a seguir, a prova em você mesmo... e se depara com um eu completamente diferente do que se acreditava ser, em uma situação específica... e descobre uma série de defeitos, que você até sabia que estavam lá... mas em dimensões monstruosamente maiores... e ai? não sei...
Acho que talvez um bom começo para se concertar um defeito, é passando a assumi-lo como tal. Por isso venho a publico e faço minhas as palavras de Raul Seixas:
Eu sou Ego
Eu sou Ísta
Eu sou Egoísta
Escrito por Glauber às 21:33
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Fragmentos desfragmentados
...E era ali, sentado no mesmo lugar é que podia-se encontra-lo... sempre da mesma forma. Esperava sem saber ao certo o que. Como a areia da praia fica sempre ali, esperando pelo mar que vem e vai... e da mesma forma como o mar abraça a areia despejando-lhe restos de tudo que não mais deseja, e repentinamente vai embora levando consigo não mais do que fragmentos, e distorcendo-lhe toda e qualquer forma que possa ter, sua espera se cessava e recomeçava novamente...
Escrito por Glauber às 22:55
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Escrito por Glauber às 15:37
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Era estranho para ele estar ali... depois de tanto tempo... de tanta coisa... olhava atônito... sabendo que aquilo que via duraria apenas mais alguns minutos... mas a lembrança ainda ecoaria por muito mais tempo... muito mais... lembrou de tudo que havia antecedido aquele momento. pensamentos. situações. constrangimentos. decepções. surpresas. sorrisos... e ali, naquele instante, o mundo se resumia a alguns centímetros diante de seus olhos... aquela cena, como um quadro, estática... não sabia o que significava... não sabia o que fazer... como agir... pensar. Mal podia discernir se era bom ou ruim... apenas era, o que era... único
Escrito por Glauber às 17:23
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Saudosismo despretensioso... nada mais
As vezes me pego sentindo falta de antes... afinal, antes o mundo era bem maior e mais interessante... antes não haviam problemas sem solução e crescer não doía. As cores eram mais coloridas e um dia poderia durar uma semana, um mês, um ano, uma vida... antes tudo era vivo, colorido, tudo se transformava o tempo todo... bastava querer... antes agente chorava mais, sem medo... mas passava logo... hoje, fazemos força para engolir o choro, remoendo o que nos incomoda por tempos. Antes não tinha antes para ser lembrado com tanta saudades. Antes agente não sabia mais do que se precisava saber... haviam letras que não diziam nada do que de fato significavam, mas, pelo contrário, diziam muito daquilo que quiséssemos que elas dissessem. Complicávamos menos, oprimíamos menos, corríamos por diversão e não por dever... e sim, nos divertíamos em simplesmente correr, sem direção e sem rumo... chutávamos o vento, tínhamos amigos imaginários, ligávamos menos para as aparências... antigamente agente era menor, sabia menos, acreditava em tudo, podia menos, tínhamos menos... mas o tempo passou e aprendemos a lição... aprendemos a ler somente aquilo que está escrito, aprendemos a não acreditar em mágica, aprendemos a ter responsabilidade, aprendemos a medir nossas palavras, aprendemos a dar valor para coisas que possuem valor, aprendemos a usar computadores, aprendemos a fazer planos pro futuro de forma plausível... e esquecemos como voar, esquecemos como se deve correr, esquecemos como não saber, esquecemos como chorar, esquecemos como gostar...ah! antigamente é que era bom!
Escrito por Glauber às 16:36
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"Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.A gente se acostuma a morar em apartamento de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E porque à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.A gente se acostuma a acordar de manhã, sobressaltado porque está na hora.A tomar café correndo porque está atrasado. A ler jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíches porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia. A gente se acostuma a abrir a janela e a ler sobre a guerra. E aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E aceitando as negociações de paz, aceitar ler todo dia de guerra, dos números da longa duração. A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto. A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que paga. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagará mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com o que pagar nas filas em que se cobra.A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes, a abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema, a engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.A gente se acostuma à poluição. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às besteiras das músicas, às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À luta. À lenta morte dos rios. E se acostuma a não ouvir passarinhos, a não colher frutas do pé, a não ter sequer uma planta.A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente só molha os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer, a gente vai dormir cedo e ainda satisfeito porque tem sono atrasado. A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele.Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se da faca e da baioneta, para poupar o peito.A gente se acostuma para poupar a vida.Que aos poucos se gasta, e que, de tanto acostumar, se perde de si mesma".
[Marina Colasanti]
Escrito por Glauber às 08:23
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Pois então... a minha amiga Amandinha acabou me enfiando numa tal de corrente literária... sinceramente, não me julgo nada intelectual para ser merecedor de tal convite... mas talvez seja essa a graça da coisa toda... ai vão as respostas deste pobre sujeito que vos estreve... os intelectuais que me perdoem...
1. Não podendo sair do Fahrenheit 451, que livro quereria ser?
Ser um livro... tá uma coisa bastante complicada de ser assimilada... talvez um livro de receitas... pois assim, a mulherada ia viver pegando!! ... trashera... papo sério agora... nunca escondi de ninguém: CEM ANOS DE SOLIDÃO, do Gabriel Garcia Marquéz é foda!! um livro que tranforma o surreal em algo simples... acho que curto a idéia a de ser esse livro... desapego a realidade real, apegado a uma realidade mais doce... inocencia psicótica... palavras simples tratando sobre assuntos complexos...
2. Já alguma vez ficaste apanhadinho(a) por um personagem de ficção?
Tá... fugindo um pouco da literatura, tenho que confessar algo... Eu morria de tesão pela Beth, mulher do Barney dos Flinstones... juro pra vcs... doidera né!!... pois bem... Vestibularmente A Luisa do Primo Basílio... talvez pela inocência, por acreditar nas promessas do canalhão Basílio, mesclada ao adulterio e todas as artimãnhas utilizadas para encobri-lo...
3. Qual foi o último livro que compraste?
O tal do Código Da Vinci que é tão comentado ultimamente... na verdade comprei pra dar para minha mãe de aniversário... mas ainda pretendo le-lo
4. Que livros estás a ler?
Terminei a pouco tempo o (interminável) Mundo de Sofia... pra quem curte uma vigem filosófica do tipo, quem somos, de onde viemos e para onde vamos (assim como eu) esse é o livro... mas no momento apenas leituras didáticas... to procurando O Slogan, do Reboul... alguém pode me emprestar?
5. Que livros (5) levarias para uma ilha deserta?
Se pá a lista telefonica, que é mais grossinha e ia servir muito bem como um banquinho!!... acho que se estivesse em uma ilha deserta acabaria por escrever um livro... e não ler os que já estão escritos...
6. A quem vais passar este testemunho (três pessoas) e por quê?
Mari Calvo: Amiga da PUC, com certeza bem mais intelectualizado do que eu.
Fernandinha: que anda escrevendo muito bem no Reinventando, e batendo todos os recordes de audiência em comentários
Vivian: Garota inteligente que andou dando uma desencanada do blog dela, mas tem todo o meu apoio pra voltar a escrever...
é isso ae
Escrito por Glauber às 17:51
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"Vamos celebrar nosso pequeno universo"
Nosso umbigos de fato são elementos fascinantes. É impressionante o magnetismo que um pontinho enroladinho no meio da barriga pode exercer na mente de quem o impõe.
Partindo da teoria do Big Ben, toda a matéria existente em todo o universo tem como origem uma pequena esfera, que por conta de uma gravidade imensamente alta, conservava esse monte de coisa comprimida, tão juntinha, que conseguia manter tudo em um tamanho não maior do que um limão. Um dia esse limão super-nutrido, provavelmente por conta de sua altíssima gravidade, resolveu explodir, espalhando por todos os lados seus incontáveis de pedacinhos. E assim fez-se a limonada. Como é de conhecimento público, um tempinho depois disso um físico maluco (Newton se não me engano) disse que, um corpo em movimento, tem de permanecer em movimento, a não ser que haja uma força externa. Pois bem... voltando, considerando isso, podemos dizer que quanto aos pedacinhos do limão, não existia força externa alguma agindo sobre eles, logo, desde a explosão, essas partículas, que foram adquirindo, devido a menor gravidade, um tamanho maiorzinho do que uma partícula do tal limão, permanecem até hoje se afastando do ponto de onde houve a explosão, na mesma velocidade de quando ela ocorreu.
Agora partindo de uma das vertentes da mesma teoria, é defendido que a gravidade do fatídico local de onde nosso suculento limão foi espremido, permanece agindo por lá (não me pergunte como. Não saberia explicar). E considerando que isso seja real, cedo ou tarde, essa gravidade vai conseguir desacelerar o afastamento de tudo que foi expelido, causando após isso, o movimento oposto. Assim teríamos o inimaginável: a limonada voltando a ser limão. Deu pra entender? Tudo o que existe no universo deixaria de se afastar e passaria a viajar de encontro ao mesmo ponto onde tudo se iniciou... o choque, faria com que tudo se mesclasse novamente, passando assim a ser um novo limão.
Viajando um pouco mais, isso não te lembra um movimento de pulsação? e se isso ocorresse continuamente e ligeiras seqüências de Zilhões de anos?
Resumindo, somos coisinhas muito pequenininhas, vivendo um um pedacinho imperceptível de um limão, em uma microparte de tempo de uma mera pulsação, que já pode ter ocorrido infindáveis vezes... e mesmo assim, conseguimos, por muitas vezes, em meio a tudo isso, ver somente o nosso próprio e fascinante umbigo.
Escrito por Glauber às 08:31
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With Litle Help From My Friends
Tem dias que parecem ser temáticos. E hoje foi um deles... além de se tratar de uma sexta-feira, em meio a um ferido prolongado, na qual depois de muito tempo eu permaneci em casa, algumas coisas aconteceram de forma a levar meus pensamentos a um determinado assunto. Capítulo final de Anos Incríveis na TV, uma viagem pra Ubatuba frustrada, um filme onde um sujeito encontra-se com ele mesmo, só que uns 40 anos mais novo, passando no SBT, uma volta de carro de madrugada em uma cidade deserta... tudo isso me levou a pensar na forma em como as coisas mudam. Por mais mudanças pelas quais já tenhamos passado em nossas vidas, acabamos sempre tendenciando a acreditar que aquele momento pelo qual passamos é definitivo... que aquilo que pensamos, aqueles que nos cerca, daquilo do que gostamos... tudo isso irá permanecer intacto. Mas basta se remeter a alguns poucos anos atrás para que possamos nos provar como estamos (possivelmente) redondamente enganados. Façam um esforço de memória e tentem voltar 5 anos no tempo... pensem em como era tudo o que o cercava... qual era a forma como você agia... e fazendo um esforço maior ainda, tente se lembrar de alguém, que você tinha como uma pessoa consideravelmente próxima a você, mas que hoje está muito longe de ser considerada assim... pense nos demais... na quantidade de pessoas que passaram apenas como figurantes e desempenhando pequenos papéis na sua vida... pessoas que, mesmo que não tão próximas, te cercavam, mas que porém hoje você se sente espantado por ter conseguido lembrar... do que temos hoje, são poucas as coisas que permanecerão... o que deve de fato permanecer, encontrará forças para isso e assim fará... ao demais, sobra a lembrança, em muitos casos vaga...
"(...) nossos passados estavam ali, naquele lugar. Mas nossos futuros não."
"(...) naquela noite, prometemos que ficarimos juntos para sempre haja o que houver(...) uma promessa que só poderia ser feita por dois corações muito jovens"
Kevin Arnold - Anos Incríveis

Porto Seguro - Novembro de 2000 - Industrial
Escrito por Glauber às 00:36
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"Só sei que nada sei"
Olha... com toda certeza eu sempre fui um aluno no mínimo medíocre em matemática, física e etc... porém existe uma coisa que eu acho admirável no âmbito das ciências exatas... 2+2=4 e ponto final... não importa oque aconteça, a ordem dos fatores, ou coisa do tipo... nada vai alterar isso. Na ciência indiscutívelmente humana que é a vida as coisas funcionam um pouco diferentes ... 2+2 pode ter resultados tão complexos que se pode levar uma vida inteira tentando resolver... não existe lógica, não existe certeza... pode-se arriscar nas possíveis teorias da suposição... mas supor está tão sujeito a erros como a acertos (se é que eles existem)... na vida 2+2 tem seu resultado sujeito ao contexto em que cada um desses "2" se encontram, a posição sócio-cultural-financeira de cada um, as condições climáticas locais, a situação hormonal das partes envolvidas, as experiências de somas anteriores pelos quais passaram, o estado civil em que se encontram, o dia do mês em que a soma está sendo realizada, a química existente entre ambos, o estado de espíto de cada, o cardápio do almoço que fizeram, o estilo músical predileto, o signo e o ascendente dos "2", a posição exata do sinal de igual, a fase da lua atual ao momento, o posicionamento geográfico dos elementos... enfim... uma série de fatores determinantes combinados que pode determinar qualquer resultado, ou simplesmente nao determinar nada...
Escrito por Glauber às 22:52
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Olha... pode parecer que não, mas eu prometo pra você que me parte o coração ver esse blog nesse estado... a sensação é de ingratidão... como se nada mais quisesse com quem sempre esteve ali quando precisei ser ouvido... que carregou com sigo cada pensamento torto dessa minha cabeça de vento sem esboçar qualquer tipo de reclamação... é... é de doer... mas me parece que tudo na vida são fases... estranhamente, tudo passa... amadurecimento??... não... acho improvável... simplesmente passa... e nessa minha atual fase não tenho encontrado muito espaço pra depositar nesse amontoado de letras, muitas vezes sem significado, minhas paranóias... mas já que estamos aqui... dia desses me peguei pensando... pra onde é que eu to levando minha vida?... que fase estranha é essa?... e me surpreendi por não encontrar respostas convincentes... queira ou não, sempre consegui encontrar justificativas para todas as minhas formas de agir nos mais diversos momentos... mas agora não mais... agora é diferente... agir parece que tem sido a palavra de ordem... Olha... eu não era assim... como se por alguns momentos eu parasse de ouvir como sempre fiz ... mas agora que consegui, depois de muito tempo, parar sentar e pensar... sinto falta de algo que não sei definir ao certo... como se sentisse falta de mim... ou mais do que isso... (suspiro)... sinto falta de um não sei o que, que me faz correr... sinto falta de sentir falta... sinto falta de querer sentir falta... complicado... bem complicado... sinto falta das minhas palavras que pipocavam na tela desse blog... agora, só divagações sem sentido das quais chego a sentir vergonha de ter escrito...
“Atravesso a noite com um verso que não se resolve... na outra mão as flores como se flores bastassem... eu espero e espero...
Não funcionam luzes, telefones, nada se resolve... trens parados, carros enguiçados, aviões no pátio esperam e esperam...
A chave que abre o céu, de onde caem as palavras... a palavra certa que faça o mundo andar”
[Herbert Vianna – A Palavra Certa]
Escrito por Glauber às 23:13
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Formigas... insetos pequenininhos que vivem em sociedades organizadas, respeitando hierarquias próprias, vivendo em função de seu sustento. Bichinhos um tanto quanto organizados esses... e se pararmos para pensar um pouquinho mais sobre o assunto, acho bem provável que notemos que nossas semelhanças com elas são muitas... vivemos socialmente organizados, trabalhamos a maior parte de nossas vidas em favor de nosso auto-sustento, cumprimos papéis sociais e nos sub-dividimos em classes... analisando assim, não passaríamos então de formigas gigantes um pouco mais complexas? ... além de proporções, o que nos diferenciaria destas minúsculas formas?... Ai entramos no quesito "pensar"... é muito claro (ao menos ao meu modo de ver) que a forma como vivemos é um reflexo complexo da forma de como vivem as demais espécies que podem ser consideradas sociais... e essa complexidade é quem faz toda a diferença... somos capazes de nos questionar sobre os fatos... é muito pouco provável que em algum momento na história das formigas na terra, algum dos integrantes de determinado formigueiro tenha parado no meio de uma caminhada para se perguntar do porquê ele estava ali... essa é a essência da coisa... por mais regras que nos comprometemos a seguir, somos capazes de pensar no porque vivemos de determinada forma... dessa forma nos diferenciamos entre nós... somos divergentes... concordamos ou descordamos... assim como amamos, odiamos, somos felizes e tristes, não choramos somente por dor física... transcendemos o mundo físico... habitamos o mundo das idéias de Platão, e fazemos com que este mundo no qual apoiamos os pés no chão seja somente um canal para a expressão do que acontece em nossos mundos individuais... tornando assim, nosso formigueiro, um formigueiro tão grande que é capaz de abrigar e fazer conviverem um mundo infinito para cada ser humanos que nele habita... e o seu mundo cabe a você construir.
Escrito por Glauber às 21:42
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úlcera
É... foi melhor assim... contrariando a todas as frases feitas que ditam regras de como ser feliz, nas quais eu sempre insisti em acreditar, como "melhor se arrepender do que se faz, do que do não se faz", eu acredito ter sido melhor dessa forma... talvez por vontade, talvez por costume ou talvez por atos falhos algumas palavras... algumas frases pareciam simplesmente querer pular boca a fora, sem fazer a menor questão de passar pela rígida peneira lógica imposta pelo cérebro... palavras que não pertenciam aquele contexto... não pertenciam aquele momento... e mesmo desencaixadas à aquele cenário insistiam em querer fazer sentido... mas nada que uma barreira física como uma boca fechada com destes cerrados pudesse impedir... assim, com um simples movimento de língua, eram engolidas sílaba por sílaba cada uma delas... deixando-as ocultas ao mundo externo... é... dizem por aí que palavras indigestas podem causar úlceras se ingeridas... mas de fato, foi melhor assim.
Escrito por Glauber às 22:14
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Era só mais um dia... um dia comum como todos os outros... pessoas normais, vivendo dias normais, ocupando os mesmo espaços, nos mesmos horários de costume... Mas naquele dia aparentemente comum, ele acordou de uma forma diferente... não que tal diferença pudesse interferir de alguma forma no contexto geral de um dia tão comum, mas estranhamente, a nítida sensação de que sua vida resolvera acontecer sem sua presença incomodava aquele sujeito... estranho sentir isso... mas era de fato o que se passava... simplesmente sua vida passara a ocorrer em outro lugar que não aquele em que ele se encontrava presente... sem dar satisfações, sem dar notícias, sem depender ou se quer tomar ciência de sua vontade, os fatos iam se desenrolando... foi então que se viu privado de sorrir seu sorriso, ouvir sua voz, estar onde deveria, ter o que lhe pertencia... até seus pensamentos haviam lhe deixado... só vivia pensando na vida que o havia abandonado... sem poder ao menos se desfrutar do inquestionável direito das lembranças, que também acabaram essas por não habitar sua memória... e assim foi ele, seguindo seus dias comuns, rodeado por pessoas comuns a fazer coisas comuns e um contexto mais do que comum...
Escrito por Glauber às 14:19
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A Montanha Mágica |
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Letra: Renato Russo Música: Dado Villa-Lobos/Renato Russo/Marcelo Bonfá |
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Sou meu próprio líder: ando em círculos Me equilibro entre dias e noites Minha vida toda espera algo de mim Meio sorriso, meia-lua, toda tarde.
Minha papoula da Índia Minha flor da Tailândia És o que tenho de suave E me fazes tão mal.
Ficou logo o que tinha ido embora. Estou só um pouco cansado Não sei se isto termina logo Meu joelho dói E não há nada a fazer agora.
Para que servem os anjos? A felicidade mora aqui comigo Até segunda ordem
Um outro agora vive minha vida Sei o que ele sonha, pensa e sente Não é coincidência a minha indiferença Sou uma cópia do que faço O que temos é o que nos resta E estamos querendo demais
Minha papoula da Índia Minha flor da Tailândia És o que tenho de suave E me fazes tão mal.
Existe um descontrole, que corrompe e cresce Pode até ser, mas estou pronto prá mais uma O que é que desvirtua e ensina? O que fizemos de nossas próprias vidas?
O mecanismo da amizade, A matemática dos amantes Agora só artesanato O resto são escombros.
Mas é claro que não vamos lhe fazer mal Nem é por isso que estamos aqui Cada criança com seu próprio canivete Cada líder com seu próprio 38
Minha papoula da Índia Minha flor da Tailândia Chega - vou mudar a minha vida Deixa o copo encher até a borda Que eu quero um dia de sol num copo d'água.
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Escrito por Glauber às 16:05
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- ok, ok... vamos parar por aqui... não vai adiantar de nada essas suas neuras... você não pode querer abraçar o mundo... ele é grande demais pra você... não pode assumir tudo que deu errado, afinal, fez tudo o que podia para que desse certo... sabe disso... não sabe ? você tentou até as ultimas vias e isso é louvável... agora, cabe a você, somente fechar as portas que deixou abertas em teu caminho e seguir o que ainda resta... pra se levantar é necessário que antes se caia... você sabe muito bem disso... chega!!... faça o que sabe que é certo (nem sempre o que é certo é o que queremos)... a vida segue seu fluxo, assim como você deve seguir seus próprios passos para chegar (nem sempre) onde se deseja... veja tudo o que conquistou no seu trajeto até aqui... quantas pessoas conheceu, quantas amizades sinceras fez, quantos sorrisos provocou... isso é teu maior feito... ame o que construiu e esqueça o que desabou... teus alicerces se mantém firmes como nunca, dando apoio para que se prossiga...
Escrito por Glauber às 18:23
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Peter Pans
"Temos todo tempo do mundo. Somos tão jovens" (R.R.)... pensamentos assim acabam por habitar a mente de nós, jovens... afinal, temos muito pela frente... temos que esbanjar nossa saúde e disposição... nossas vidas foram feitas para serem curtidas ao máximo... intocáveis, irretocáveis... somos IMORTAIS... enquanto formos jovens, seremos imortais... e assim tocamos nossas juventudes... qualquer coisa que contradiga isso não passa de páginas de jornais e oque está escrito nos jornais não serve para nós... nós sim somos JOVENS e invencíveis... mas um dia a "realidade mentirosa" dos jornais resolve saltar para fora de suas páginas e se fazer real em nossa realidade também... então percebemos o quanto somos frágeis, o quanto estamos expostos... e de repente percebemos que não podemos voar, não podemos como correr como o vento, não somos exceções, não somos semideuses... sim. nós, apesar de jovens não somos a prova da morte... e não temos todo o tempo do mundo... talvez, estejamos mais vulneráveis do que imaginamos...
Escrito por Glauber às 15:47
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Canção do Exílio - Pobre Paulista
Paraíso... essa é a definição que mais se aproxima do lugar no qual tive o prazer de passar os últimos dias... praias lindas, dunas muito loucas, mulheres inacreditavelmente maravilhosas em uma quantidade inconcebível, sol, noites claras e meus amigos é claro !!... ao voltar pra São Paulo, onde todos os problemas e pensamentos capazes de me deixar triste que ficaram pra trás, estavam de braços abertos aguardando meu retorno, tive a esquisita sensação de me sentir menor... piadinhas a parte com relação a minha estatura desprivilegiada, estranhamente me senti minúsculo diante de tantos prédios, tanta gente, tanto concreto, tantos carros ... e todas as pendências mal resolvidas que martelam minha cabeça !!... com certeza voltei menos paulista dessa viagem... longe do caos e da grandeza dessa cidade que nos faz sentir tão pequenos, provei um pouco de outros ares, como nunca havia provado... a vontade de sair dessa selva de pedra nunca foi tão forte... nada de sentimento como os de viver locomotiva do Brasil, na terra das oportunidades, onde as coisas acontecem...invenções de alguém nas quais insistimos ingenuamente a acreditar, mentindo a nós mesmos !! mas é aqui que eu nasci, é aqui que eu vivo, é aqui onde eu cresci !!... porque será que essa nostalgia da terra que não é minha insiste em não sair de minha mente... seria este um exílio em minha própria terra ?
Escrito por Glauber às 20:38
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Retrospectiva 2004
Esse negócio de fim de ano tem uma mania de causar na gente uma vontade esquisita de sentar, apoiar o queixo na mão e ficar fazendo uma espécie de balanço de tudo que se aprendeu durante o ano que se finda... ok, ok, sei que esse lance de divisão do tempo em períodos de 365 dias, aos quais denominamos anos, não é nada além de uma invensão dos homens, com a única finalidade de suprir a necessidade de marcar o tempo em partes, tornando assim mais fácil se situar cronológicamente entre os acontecimentos... mas parece inevitável, ao menos para mim, que se faça esse tipo de "retrospectiva"... sem dúvida alguma, esse foi um ano cheio de acontecimentos e fatos marcantes, lições, decepções, alegrias, afirmações, conquistas e perdas... e após tudo isso, aqui está o mesmo sujeito que iniciou o ano em um camping em boraceia, um ano mais velho... mas seria essa a única diferença ? com certeza não... um ano é tempo suficiente para se tornar uma pessoa diferente... mais sábia talvez ? não necessáriamente... mas com certeza com mais bagagem... em um ano pode-se aprender que o simples fato de sentar com seus amigos em um numa praça longe de casa, para comer um x-bacon em um trailler, pode acarretar em consequencias por um longo prazo na sua vida (e olha que nem estou levando em consideração o colesterol do x-bacon)... é tempo suficiente pra se aprender que nem sempre aquilo que tem tudo pra dar certo, dará certo... que pessoas importantes para você, por mais tempo que permançam distantes da alguma forma, nunca vão perder o espaço que já conquistaram... que aquilo que lhe parece inalcançável pode estar mais perto do que se imagina... e aquilo que se acha que está próximo, esteja imensamente distante... em um ano pode-se descobri um dom que nem se cogitava ter... pode-se inumerar uma série de defeitos em si próprio... pode-se realizar desejos, como ver sua série predileta voltar a passar na TV... ver sua vida sofrendo influência direta da tecnologia, como foi o caso do orkut... enfim, um ano é tempo suficiente para continuar a viver, a conviver, a existir, a se relacionar, a crescer...

e ainda falta Garopaba !!!
Escrito por Glauber às 01:39
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é... essa vai ser uma noite daquelas... não tem como fugir... não dessa vez... como se estivesse em um beco... cercado, sem saída e sem ar... a verdade vem e sufoca impiedosamante... adentrando por todos os poros... sente-se no ar o peso dos pensamentos que enchem a mente, a se repetir simultaneamente como uma multidão falando sem parar... todos eles voltados a um mesmo foco... o centro... o ponto que foi evitado durante os ultimos tempos, mas o mesmo no qual se andou ao redor por todos os momentos... agora, olhar ao redor é enxergar como foi em vão tentar escapar... olhar nos prórios olhos, encarar o que eles vêem... encarar o que eles mostram... e o que eles mostram, é o que já era sabido anteriormente... ainda está ali, no mesmo lugar... quase intacto... escondido pela poeira, que buscava aparentar o esquecimento... mas a poeira, com um simples assopro, sai voando...
Escrito por Glauber às 23:29
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Fases
Existem fases na vida onde se vive em quase total abstração... fases onde não se sente nada que valha a pena parar para prestar atenção... onde nada é novidade e se pode premeditar cada fato com uma antecedência absurda... existem fases em que as coisas não alcaçam o patamar necessário para te deixar feliz mas também nada é forte o bastante para de provocar tristeza... não se procura compreender nada além do que já se compreende... explicações são deixadas de lado... as vezes, existem fases em que mesmo vendo o improvável, o inacreditável acontecer diante de teus olhos, se permanece indeiferente... no máximo um breve pensamento a respeito, mas que acaba logo por de perder em meio a tanta falta de vontade de se surpreender ... nada de dor, nada de cor... tudo perfeitamente indiferente... há fases onde coloca-se tudo a perder por conta de uma bobagem... um capricho... onde esquecemos os reais valores do que mais valorizamos... tornamo-nos então inconsequentes, por deixarmos de tomar simples atitudes... por preferirmos mentir ao invés de termos o trabalho de dialogar... desnecessáriamente, tomamos atitudes infantis das quais provavelmente nos arrependeremos mais tarde... e mesmo assim o fazemos... seguimos traçando caminhos tortos, como bebados andando por uma madrugada... sem olhar pra frente, sem olhar para os lados e sem se importar com o que deixamos para trás...
Escrito por Glauber às 20:22
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Parafraseando
Odeio quando as palavras se desencontram sem conseguir formar um significado... queria poder escrever o que de fato quero escrever... dizendo tudo oque eu quero dizer... resumir em algumas palavras bem utilizadas e posicionadas, as sensações das quais estou cada vez mais próximo... mas sintonia verbal não é meu forte no momento... queria dizer que me encomoda, que me agrada, que as vezes penso em mandar tudo as favas... queria saber xingar de verdade... com umas palavras bem cabeludas e polissílabas, cheias de significados insultantes... mas tudo que consigo ao tentar são as mesmas palavras de todas as horas... as mesmas palavras do mesmo sujeito, para o mesmo assunto... queria escrever algo do tipo "... e até lá vamos viver, temos muito ainda por fazer. Não olhe pra trás... apenas começamos... o mundo começa agora !! apenas começamos" (R.R.)... ou talvez, "quem ocupa o trono tem culpa, quem oculta o crime também, quem duvida da vida tem culpa, quem evita a dúvida também tem"(H.G.)... "... sou do tamanho daquilo que vejo e não do tamanho da minha altura" (C.D.A.)mas acho que deve ser pretensão demais da minha parte... brilhantismo com palavras é um pouco demais pra mim !... queria fazer um poema... uma crônica... um texto narrativo... uma frase... achar uma palavra ou "a chave que abre o céu de onde caem as palavras... a palavra certa que faça o mundo andar"... mas enquanto isso "atravesso a noite com um verso que não se resolve (...) eu espero e espero"(H.V.)
Escrito por Glauber às 16:53
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"Como é que eu mudo de canal ?"
As vezes as coisas te parecem tão estranhas e descabidas que se acaba pensando que a realidade é outra... vendedendo a si mesmo, a idéia de outra situação... outro contexto... vivendo em uma situação que não corresponde a real... e assim se toca a vida, mentindo para si mesmo como uma forma de alívio... Mas por algum motivo, um dia acordamos sem esse escudo... a realidade parece poder tocar a pele a ponto de queima-la... o ar está pesado... carregado de coisas que foram jogadas no esquecimento... coisas ignoradas por serem indesejadas... e quando se acorda em um dia destes, percebe-se que se esta vivendo apoiado em algo que não tem sustentabilidade... em um mundo moldado de acordo com o que for conveniente... o mundo real.

Escrito por Glauber às 12:49
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Sociedade dos Poetas Mortos
Por que se sentir assim, se isso tudo vai acabar ?... mais dia ou menos dia, quando menos esperar, perceberá que passou... por que se abalar ? não é a primeira vez em que as coisas lhe parecem erradas, e nem será a ultima... o que lhe parece tão importante hoje, vai parecer uma bobagem daqui algum tempo... pra que perder o tempo precioso da vida lamentando ?... lamentar não vai mudar as coisas... por que achar que se está sozinho ? se existem pessoas dispostas e sentar no meio-fio em uma madrugada, dividir uma cerveja e compartilhar aflições ... por que não tentar o que lhe parece improvável ? as coisas na vida não seguem uma lógica... nem a seu favor e nem contra você... o que menos se espera pode ser o mais próximo de acontecer... por que a mágoa ? o que ganhará com ela, além de mais mágoa... sua vida é só sua, sua tristeza é só sua, sua raiva é só sua, seu sorriso é só seu, sua alegria é só sua... quem tem que se preocupar em dosar cada um deles é somente você... suba na mesa para ver o mundo de uma forma diferente... rasgue as páginas com as quais não concorda, dos livros... Carpe Diem...
Escrito por Glauber às 16:42
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Tarde Vazia...
Tem dias em que você se contenta com pouco... um simples olá... um telefone tocando, seguido de um “alô” específico ... tem dias em que uma cerveja se transforma no alívio para todos os males... algumas vezes você só quer que te ouçam ... em outras você só quer ouvir... há dias em que pra se sentir bem só é necessário um olhar, um abraço, um pensamento... há dias em que sua vida depende de que palavras não tenham sido ditas ao vento... de que se tenha o mínimo que se fez por merecer... às vezes, dormir é o melhor remédio... sair, andar ... ver gente desconhecida... tem dias em que você só quer saber sobre como foi o dia alheio... um dia simples... participar de alguma forma... saber que foi lembrado... uma frase, uma mensagem, um e-mail, um scrap, um aceno, um sinal, às vezes te valem o dia... em alguns dias só se precisa saber que sua existência não é em vão, que se é importante de alguma forma, que tudo passa, que amanhã vai ser diferente... um sorriso, saudades, um cheiro podem mudar seu humor... uma explicação repetida, esdrúxula, sem nexo dos porquês ... mas uma explicação... uma palavra de conforto, de conformismo... um dia pode ser ganho por gestos simples... mas que muitas vezes não se tornam fatos... aí, só se resta perder o dia pensando ... em como poderia ter sido... em tudo que poderia ser feito... em como vai ser depois... mas nada de dramas... afinal, por mais longo que pareça, é só um dia...
Escrito por Glauber às 19:56
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As coisas não param de acontecer em um só segundo... o tempo não para de passar, enterrando embaixo de um monte de passado, os outros passados mais antigos... pobre daqueles que sentem saudades... o tempo todo se afastando daquilo que gostaria de estar próximo... se aproximando de novos passados, que invitavelmente serão soterrados com o passar constante do rolo triturador do presente, que é o tempo... o mundo de fato não foi feito para saudosistas...
Escrito por Glauber às 12:18
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WindowsBoy !!
ok,ok... o mundo anda me parecendo complexo demais para que eu possa formar uma opinião, ou uma dúvida para tematizar um novo post... tudo muito complicado ... "não sei o que dizer e nem o que pensar"... coisas estranhas, acontecem de forma estranha... to confuso com uma porrada de delas... desde dúvidas existênciais até as coisas mais simples... seria interessante se, assim como os computadores, tivessemos uma tecla de reset... "travou, aperta o reset"... depois é só passar o scan, que tá tudo limpo... é... acho que deve ser isso... to prescisando limpar meus arquivos temporários... deletar umas pastas... criar outras... um papel de parede bem animador, com um descanso de tela engraçadinho... seria interessante !!...
Escrito por Glauber às 20:12
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Perigo !!!! - Catapora

Escrito por Glauber às 17:41
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Vamos fazer um filme
Estar sentado na porta do quarto, com catapora, em uma madrugada de domingo para segunda, acompanhado de uma Bohemia e ouvindo o CD do Cazuza... cena bonita não ? pois é... as vezes me pego assim... vivendo minha vida como se fosse um filme... assistindo a cada movimento, cada gesto e cada ato meu, em um enquadramento cinematográfico ... suspiros, a mão que passa pelos cabelos, a cabeça encostada na parede... garantindo aos espectadores, cenas dignas de provocar emoções... mas será que tem alguém assistindo ?? além de mim, acho que não... nem assisstindo e nem ouvindo a trilha sonora, que sempre soa perfeita na minha cabeça... na hora certa e em total sintonia com a cena apresentada... seria eu o único maluco que enxerga boa parte da vida dessa forma ??
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Um caminhar solitário na calçada, por entre folhas secas, com as mãos nos bolsos no casaco, em um dia nublado e frio... garoa que se reflete na luz do poste e cai fina no rosto... A ronda solitária do guarda noturno, quebrando o silêncio da noite com sua sirene... O barulho de passos no silêncio... Pessoas abrigadas em seus carros, indo e vindo de lugares diversos... Os chiados e o cheiro de poeira em um disco de vinil... A luz da geladeira iluminado o olhar de quem a abre e parte da cozinha escura no meio da noite... O barulho da cerveja dentro de uma garrafa de 355ml, ao ser tomada... O deslocar das coisas em seu espaço físico... suspiros que resumem sentimentos mais diversos... um acorde de Sol batido em um violão de cordas de aço... Beatles... A sensação que uma música em inglês pode causar, mesmo sem se entender uma só palavra... pés descalços no chão gelado de cerâmica... fotos em preto e branco... a voz de Paul em Michelle... Coisas simples...
Escrito por Glauber às 12:27
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alvo fácil
Às vezes tomamos socos que não mereciamos tomar... simplesmente se está parado, sem olhar para nada, sem pensar em nada... o pow ! ... triste né ?... injusto também... mas fazer oque ? coisas da vida !!... ou não ?? às vezes de nada adianta não errar... às vezes o erro alheio é você quem paga... como viver então ?? como guiar nossos atos ?? baseados em que ?? para que ser um sujeito legal ?? vale a pena ?? ... sabe, uma coisa que tenho notado é que nós (sujeitos bacanas) sempre saímos perdendo de alguma forma... seja por maldade, seja sem querer, sempre fodem com nossas vidas... e o pior, não sei se é com todo mundo, mas eu sempre entendo... ser compreensivo é uma merda... mas a vida é assim, imprevisível e quase sempre injusta... que poxa...
Escrito por Glauber às 20:04
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Pessoas... to sentindo falta de conviver com outras pessoas... esse exíliio domiciliar já encheu meu saco... impressão de que a minha vida tá acontecendo lá fora enquanto eu tenho que me manter aqui com minhas perebas vermelhas ... estranho como algumas coisas acontecem nos piores momentos possívei... não tava podendo me ausentar da minha vida agora, mas .... sei que quero voltar a minha cansativa e enjoativa rotina de todos os dias ... trampo, facul, chefe, professores, textos que eu não li, trabalhos, cervejas, amigos, baladas, trânsito... quero tudo de volta !!
Escrito por Glauber às 12:43
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Catapora
Tem gente que diz que tudo acontece no seu tempo certo... bom, acho que minha atual enfermidade contradiz completamente a isso... afinal, 21 anos lá é idade para que um sujeito tenha catapora ??? faça-me o favor né !!
Feridão prolongado, sol... e eu aqui com minha perebas que não param de coçar... hoje cheguei a 40º de febre... percebi que, provavelmento por conta dos remédios, perdi boa parte do meu paladar... não sinto gosto de mais nada... já não bastasse a falta de apetite, ainda tenho que comer coisas sem gosto !!...
Escrito por Glauber às 20:35
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Motivos
"Tudo que acontece na vida tem um motivo"... gostaria muito de acreditar de fato nisso... entender do porque da forma que tudo ocorre... se não entender, ao menos ter certeza de que o que está acontecendo tem uma finalidade qualquer que seja... estou a procura de respostas... não é primeira vez que sinto essa necessidade de saber o porque... mas sempre acabo sossegando, achando que encontrei a resposta, até que ela se torna uma nova dúvida... Deus talvez seja a resposta... nunca fui religioso e sinceramente muitas vezes me questiono sobre a existência de um ser superior... mas seja o que for ou qual for a verdade, eu quero acreditar de fato em algo... algo me ajude a compreender melhor o que se passa no mundo ao meu redor... algo me ajude a ser uma pessoa melhor comigo mesmo... entender o mínimo que for necessário. Entender é o que eu preciso... estou a procura de respostas... de porques... e pretendo encontrar algo que me convensa, seja o que for ...
Escrito por Glauber às 10:54
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O EU que EU não sou
Chutar o chão, gritar alto e grosso que "isso é um absurdo"... impondo sua revolta a todos ao seu redor... bater na mesa com raiva e indgnação, olhar faiscante de quem está puto da vida... uma situação irreversível, da qual se nega a entender... é assim que eu queria agir às vezes... mas ao contrário disso, sempre acabo entendendo tudo, relevando a minha revolta e engolindo o sapo... acho que sou compreensivo demais às vezes e acabo me estrepando por isso... não que seja um defeito... é até bem digno esse ar justo de um sujeito que age com a razão, vendo sempre todos os lados da situação, sem colocar seu ponto de vista como absoluto e incontestavel... mas dignidade cansa... é pesada demais para se carregar o tempo todo... também queria berrar palavrões, gestícular com força para defender o meu ponto de vista (mesmo que errado), bater o pé e fazer com que o mundo conheça a minha ira !!! (ooooohhh ) ... rs... às vezes entender é mais difícil do que se revoltar por não entender... às vezes ser sensato dói pra caralho... mais do que um murro na parede... só queria não compreender... não saber que as coisas são assim mesmo... que não adianta nada a revolta infundada... que nem tudo é como eu acredito ser certo...
Escrito por Glauber às 17:56
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Estava ali... evidente para que quisesse ver... mais uma vez as coisas das quais não quero saber me perseguem e me estapeiam a cara... não dá mais pra esconder, não dá mais pra tentar me enganar... está lá... contradizendo a tudo que eu acreditei, contradizendo a tudo que me fizeram acreditar... de novo... de novo eu fiz questão de esquecer que palavras só tem veracidade no exato momento em que são ditas... depois, as coisas mudam... a vida segue... o mundo anda... mas eu paro no tempo pra esperar, e acabo ficando para trás... pra mim chega... não quero mais me magoar... não quero mais ser assim... vou mudar. Tenho que mudar... é uma qustão de sobrevivência... FODA-SE, seria um ótimo termo para se usar agora... FODA-SE... que venha o resto da minha vida...
Escrito por Glauber às 23:25
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o bom filho a casa torna
Ao entrar novamente por aqueles corredores, senti um nó na garganta de saudade... tantas boas lembranças... é estranho deslizar as mãos pelos corrimões daquelas escadas... mão e corrimão se introsam como velhos amigos que são... cada pedacinho daquele lugar guarda uma lembrança... uma parte de mim. Passei ali os melhores anos da minha vida, onde fiz os melhores amigos que alguém poderia fazer... primeiras felicidades e frustrações amorosas... descoberta de um novo mundo... um mudo que serve como ponte entre a infância e a idade adulta... uma mundo mágico, com elementos aparentemente simples para os olhos de quem está de fora... calças cinzas rasgadas na na barra, all stars sujos, um banco grande de concreto, música em forma de energia estalando no ar, diferenças se tornando semelhanças, uma cabeça de um boneco de borracha, falta de grana, falta de responsabilidades, excesso de vontade, vontade de mudar o mundo, violões por todas as partes, camisetas pretas... mudanças constates, descoberta do mundo real ... lágrimas no final... saudades... saudades daquele mundo, saudades dos amigos e colegas... saudades daquele Eu...
Escrito por Glauber às 15:19
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"Eu vejo o futuro repetir o passado"
Talvez José Arcadio Buendia, personagem de Cem Anos de Solidão, de Gabriel Garcia Márquez, estivesse certo... o tempo de fato não passa de repetição !!... seria engraçado se não fosse triste a forma como algums fatos estão sempre marcando presença... mudam os cenários, mudam os coadjuvantes... mas ali, no meio de tudo estou EU... estrelando o papel principal da história... as falas se repetem em ordens alternadas... as promessas são as mesmas... o final, sempre igual... nem tão dramático, sem graça... tudo se repete insessantemente... assim como um grito solto em um quarto vazio, assim como o pôr do sol... preso na repetição dos tempos eu me mantenho lúcido, tentando me provar o contrário... tentando me convencer de que é só coincidencia... tudo passa, sempre passa... mas não definitivamente... passa pra voltar de novo... com uma nova cara, com um novo nome, com um novo contexto, tudo passa para poder retornar...
Escrito por Glauber às 16:53
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E as coisas seguem seu fluxo... o frio está de volta, com todo se cinza e sua falta de vontade... os carros rabiscam a rua com suas luzes amarelas, vermelhas e laranjas enquanto a garoa fina embaça a visão dos motoristas... as pessoas mal-humaradas no metrô, permanecem mal-humoradas e com seus semblantes entristessidos... uma mistura de reflexão profunda, cansaso e ócio mental... os livros ainda são s livros, com todas as suas páginas e letras empoeiradas, marcados pelos dedos daqueles que ja o folheram sem le-los... amanhã continua sendo utopia, pois nunca irá chegar... os vidros embaçados e dos ônibus, os fios sujos dos postes, as calçadas rachadas, cansadas de serem pisadas... tudo permance em seu devido lugar, seguindo seu fluxo... na constante e árdua tarefa de existir... o burocratas com sua burocracia, as crianças com suas criancices, os adultos com sua idiotisse disfarçada de maturidade, as casas guardando vidas, histórias, verdades e inverdades, ali permancem... assistindo a rua, assistindo as máscaras e barreiras que são desfiladas na rua... os pombos sujos, permanecem sujos , com seu bater de asas sujos, e sua falta de capacidade de se sentirem de alguma outra forma, se não como pombos... a felicidade permanece abstrata, sem ninguém que a defina com claresa, sem metáforas, se rodeios... todos assistem a tudo. Tudo permance em seu devido lugar no espaço e no tempo. De uma forma organizada e caótica, as coisas seguem o seu fluxo
Escrito por Glauber às 14:58
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Cartola pra vocês
O mundo é um moinho
Ainda é cedo, amor mal começaste a conhecer a vida já anuncias a hora de partida sem saber mesmo o rumo que irás tomar
Preste atenção, querida embora eu saiba que estás resolvida em cada esquina cai um pouco a tua vida e em pouco tempo não serás mais o que és
preste atenção, o mundo é um moinho vai triturar teus sonhos tão mesquinhos vai reduzir as ilusões a pó... Ouça-me bem, amor
Preste atenção, querida de cada amor tu herdarás só o cinismo quando notares estás à beira do abismo abismo que cavaste com teus pés
Escrito por Glauber às 18:47
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Quem diria ...
Exemplo ... é estranho para mim pensar que alguém possa me ver de alguma forma assim... um exemplo de como ser... já tem alguns dias um amigo meu, um cara que sempre foi meio distante, deixou um testemunho no meu Orkut, que eu confeso ter me emocionado... ai vai ele:
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Vinícius: Puta que pariu, taí um cara que conheci durante uns 3 ou 4 anos e só fui descobrir o quanto é gente boa, ilário, camarada de todas as horas, conselheiro e etc depois que fomos viajar juntos para Ubatuba ... Cara, quando voltei de Ubatuba para a rotina alucinante dessa cidade e comecei a ficar reclamão e mal-humorado, pensei comigo .. "porra, vou ser igual a esse cara, sabe: bem-humorado, otimista e de bem com a vida" ... Valeu por esse exemplo de convivência que passa a todos nós ... Obs.: Ainda não consegui deixar de ser reclamão e mal-humorado ... :-D ...
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Pasmem (assim como eu) frequentadores do blog e leitores deste quase sempre muro de lamentações, melancolias e reflexões viajantes... Tudo bem... como já disse aqui, EU na integra não sou o que deixo transparecer aqui... mas daí, para achar que alguém me teria como exemplo de como levar a vida...
Pensem bem nisso... nem sempre as pessoas nos vêem da forma que nós achamos aparentar... nem sempre somos o que achamos ser... as vezes, somos rígidos demais com nós mesmos, e acabamos abraçando criando uma imagem diferente da que temos, nos enganando...todo mundo fica triste, todo mundo se chateia, ninguém é perfeito, todo mundo acorda chato às vezes, todo mundo vive insatisfito com alguma coisa... o que sobra é o que faz a diferença...
Valeu Jota !
Escrito por Glauber às 17:07
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Anotações de Reunião Interna...

Escrito por Glauber às 11:00
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